VIOLÊNCIA ANTIGA E NOVA CONTRA A MULHER

Uma mulher só se torna mulher na medida em que ela se liberta da exploração, dominação e violência dos homens. Ocorre que, a luta contra o machismo é uma coisa difícil de se realizar, em razão da cultura ser masculina, dos valores serem masculinos e da religião também ser masculina. O machismo se tornou umas das forças mais perigosas, trágicas e assustadoras do planeta.

 

Fixados os contornos iniciais da ideia de que numa sociedade em que predomina a superioridade dos homens em detrimento da inferiorização e opressão das mulheres, uma mulher não vale o mesmo que um homem. Assim sendo, os caminhos da economia não lhes são abertos na mesma proporção que para os homens, nem o mundo da política, nem o espaço das academias, nem na relação de afeto, nem no processo da reprodução. Vale dizer que, desde a origem da humanidade as mulheres, enquanto classe, foram excluídas do mundo masculino pela simples razão do seu sexo, enquanto os homens se firmavam como sujeitos de poder por meios violentos.

 

Historicamente, as mulheres têm sua feminilidade estropiada, sua inteligência ignorada e seu corpo usado como objeto descartável pelos homens. Não raro, as vítimas de estupros, abusos emocionais, morais e agressões físicas são colocadas como culpadas e colaboradoras da violência sofrida, por serem acusadas de inspirarem sedução, desejos e excitação nos homens. A expressão do machismo é a violência brutal e sangrenta dos homens contra as mulheres, somente a título de exemplificação, entre os séculos XV a XVIII, as mulheres eram caçadas como bruxas, condenadas como feiticeiras e queimadas na fogueira pelo simples fato de serem bonitas.

 

 

No passado e no presente, os homens olham as mulheres com olhares malévolos, jocosos e de desdém, eles sempre se denominam de mais perfeitos, fortes, viris e virtuosos. A rigor, esta depreciação das mulheres pelos homens levam esposos a matarem suas esposas e filhas e, assim, sucessivamente. Nossa civilização moderna, legitima o estupro através de gírias e hits populares de sucesso que são cantados a torto e a direito, a exemplo de “pau nelas”, “a novinha pede pra botar de quatro”, “é muito bom comer novinha virgem” e etc. Enfim, cumpre ressaltar que, é preciso saber discutir criticamente a fronteira entre a violência contra a mulher e a mídia de massa.

 

Por: Fabiana Machado.

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